sexta-feira, 18 de julho de 2025

TEMA 4: MODELOS E DESENHO DE AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO ONLINE

 






AVALIAÇÃO EM EDUCAÇÃO ONLINE: 

ENTRE O RIGOR TEÓRICO E A APLICAÇÃO PRÁTICA


 

Introdução

Avaliar para transformar: esta frase, que tem vindo a acompanhar o meu percurso nesta unidade curricular, encontrou no Tema 4 uma concretização especialmente desafiante e significativa.

Partindo da análise de modelos teóricos robustos e exigentes, fomos desafiados a aplicar esses princípios ao desenho de um plano de avaliação para um módulo de formação online, com base nos textos orientadores fornecidos pela professora e num processo de trabalho colaborativo em grupo. Esta experiência exigiu um equilíbrio constante entre aprofundamento teórico e aplicabilidade prática, conciliando qualidade académica com viabilidade pedagógica.

Para apoiar a compreensão inicial dos modelos teóricos analisados, apresento de forma sintética as principais diferenças entre o PrACT e o ADDF:


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Imagem gerada por IA (ChatGPT)

Fase 1 – Leitura, análise e debate dos modelos teóricos

Durante esta fase inicial, e com base nos textos 1 e 2, indicados pela professora, aprofundei o estudo de dois modelos de avaliação complementares e teoricamente robustos. O modelo PrACT (Amante et al., 2017) ajudou-me a compreender a avaliação como uma prática situada, influenciada pela cultura organizacional, pelas experiências dos intervenientes e pelos contextos institucionais. Valoriza-se a centralidade da aprendizagem, a interação com os contextos digitais e o compromisso com a melhoria contínua da prática avaliativa.

Por sua vez, o modelo ADDF – Assessment Design Decisions Framework (Bearman et al., 2016) introduziu uma grelha de decisão centrada em quatro dimensões essenciais: Propósito, Recursos, Escala e Tempo. Este modelo permitiu-me problematizar decisões de design de avaliação que muitas vezes tomamos de forma implícita, e pensar em como tornar essas decisões mais conscientes, alinhadas com os contextos de formação online e com as necessidades dos formandos.

O debate no fórum foi particularmente significativo. A análise partilhada com as colegas Marília e Pâmella permitiu-nos traçar paralelismos e distinções entre os dois modelos: enquanto o PrACT enfatiza a dimensão contextual, cultural e ética da avaliação, o ADDF convida-nos a estruturar o processo de planeamento com foco em decisões práticas e pedagógicas. Este cruzamento de perspetivas levou-nos a refletir sobre como unir coerência formativa e flexibilidade contextual, e a preparar o caminho para a definição do nosso plano de avaliação. 

Esta primeira etapa foi, assim, mais do que uma leitura teórica: foi um exercício de confronto de ideias, de análise crítica e de diálogo académico, que consolidou o meu entendimento sobre a avaliação online como prática situada, reflexiva e intencional.

 

Fase 2 – Conceção e partilha do plano de avaliação em coautoria



Imagem gerada por IA (ChatGPT)

Com base no quadro teórico analisado na Fase 1, o meu grupo G concebeu o Plano de Avaliação do Módulo 5 – Avaliação Online, integrado no curso "Da ideia à ação – Design educacional aplicado ao ensino online". Este módulo incide sobre competências essenciais na educação online, como a conceção de rubricas, a planificação do feedback e a reflexão crítica sobre os processos avaliativos.

A matriz orientadora do plano foi adaptada do texto 3 (Amante & Oliveira, 2019), que serviu como guia estruturante para garantir coerência entre os objetivos do módulo, as atividades propostas e os instrumentos de avaliação. Procurámos promover uma avaliação formativa e participada, focada na aprendizagem e no desenvolvimento profissional dos formandos.

Recorremos aos textos 6 e 7 para fundamentar a seleção das estratégias de feedback e das rubricas utilizadas:

  • Texto 6: Fernandes (2021), que reforça a clareza, a acessibilidade e a validade dos critérios de avaliação;
  • Texto 7: Panadero & Johnson (2013), que discutem o potencial formativo das rubricas e o seu impacto no envolvimento dos estudante

O plano de avaliação foi concebido em coautoria com as minhas duas colegas de grupo, num processo colaborativo que combinou análise teórica, discussão pedagógica e aplicação prática dos referenciais estudados. A construção colaborativa foi um processo exigente, mas altamente enriquecedor: distribuiu-se o trabalho com equidade, articulando responsabilidades, experiências e ideias. Foram realizadas reuniões regulares, partilhadas versões intermédias do documento e debatidas opções com base nos referenciais teóricos. Esta dinâmica potenciou a qualidade do plano final e reforçou a aprendizagem coletiva. Senti que crescemos enquanto grupo e também enquanto agentes de mudança mais conscientes, capazes de desenhar propostas alinhadas com os princípios do eLearning transformador.


🔗 LINKS Grupo G:

        Plano de Avaliação (PDF)

     Curso na plataforma Moodle (“Da ideia à ação – Design educacional aplicado ao ensino online”)

       Apresentação no Canva (“Avaliação Online”)


De forma a consolidar o alinhamento entre teoria e prática, a seguinte tabela sistematiza os elementos estruturantes do plano de avaliação, a respetiva fundamentação teórica e o contributo específico de cada um para os objetivos pedagógicos do Módulo 5 – Avaliação Online. 

Imagem gerada por IA (ChatGPT)

O trabalho desenvolvido ao longo do Tema 4 consolidou a minha capacidade de conceber práticas avaliativas coerentes, fundamentadas teoricamente e verdadeiramente orientadas para a aprendizagem e o desenvolvimento dos formandos.


 Partilha colaborativa da turma

O trabalho desenvolvido ao longo do Tema 4 não se esgotou no plano do nosso grupo. O fórum final constituiu um espaço rico de reflexão e entreajuda, no qual cada grupo apresentou propostas distintas e bem fundamentadas, contribuindo para um olhar mais plural e crítico sobre o desenho da avaliação online.

Abaixo partilho os planos de avaliação elaborados colaborativamente pelos diferentes grupos, cujas abordagens complementares enriqueceram significativamente o processo coletivo de aprendizagem:

 

🔗 LINKS: 

                     Plano de Avaliação do Grupo A

                     Plano de Avaliação do Grupo B    

                     Plano de Avaliação do Grupo C 

                     Plano de Avaliação do Grupo D

                     Plano de Avaliação do Grupo J

 

Fase final – Discussão e melhoria

A partilha e o debate no Fórum A4 revelaram-se extremamente enriquecedores. Recebemos sugestões de melhoria muito pertinentes, que nos levaram a refletir sobre aspetos cruciais, como:

  • A acessibilidade dos instrumentos avaliativos face à diversidade dos formandos;
  • O equilíbrio entre estrutura e flexibilidade no feedback;
  • O grau de envolvimento dos formandos na definição dos critérios (dimensão participativa da avaliação).

Essas sugestões permitiram-nos ajustar o plano final, reforçando o seu caráter ético, inclusivo e formativo. Para além disso, a riqueza e a diversidade das propostas apresentadas pelos diferentes grupos constituíram uma verdadeira oportunidade de aprendizagem. O confronto de perspetivas ampliou o nosso entendimento sobre o design da avaliação online e permitiu-nos validar decisões, repensar opções e crescer enquanto agentes de mudança mais conscientes.



Reflexão crítica sobre o percurso




O trabalho desenvolvido no âmbito do Tema 4 constituiu um marco exigente, mas profundamente enriquecedor no meu percurso formativo. A exploração dos modelos teóricos PrACT (Amante et al., 2017) e ADDF (Bearman et al., 2016) obrigou-me a mergulhar em conceitos fundamentais da avaliação online, confrontando-me com a complexidade e, simultaneamente, com o potencial pedagógico de uma avaliação verdadeiramente situada, ética e formativa.

Para compreender estes modelos e os seus princípios estruturantes, foi necessário desenvolver um olhar analítico e criterioso, capaz de articular teoria e prática em coerência com os contextos digitais. Esta exigência traduziu-se na construção de um plano de avaliação realista e fundamentado, alinhado com os objetivos de aprendizagem de um módulo específico e com as necessidades dos formandos em ambientes online.

A experiência em grupo revelou-se particularmente valiosa. A colaboração com as colegas Marília e Pâmella potenciou a construção de conhecimento partilhado, o confronto de perspetivas e a negociação de ideias. As tarefas foram distribuídas de forma equitativa, mas todas contribuímos ativamente para a coesão e a profundidade do trabalho. As reuniões, as revisões conjuntas e a reflexão sobre os feedbacks recebidos permitiram-nos crescer enquanto grupo, mas também enquanto profissionais mais conscientes do que significa avaliar para aprender.

A fase de discussão no Fórum A4 foi outro ponto alto desta trajetória. A diversidade das propostas apresentadas pelos grupos, aliada à qualidade dos comentários recebidos, permitiu-me repensar opções, consolidar ideias e compreender de forma mais abrangente os desafios e as possibilidades da avaliação online. Senti-me valorizada neste processo coletivo de escuta e partilha, e esse reconhecimento mútuo foi, sem dúvida, uma mais-valia pedagógica e humana.

Tal como exprime uma máxima frequentemente partilhada no contexto educativo: “Avaliar é mais do que medir: é criar oportunidades para aprender, crescer e transformar.”

Este Tema 4 deu-me a oportunidade de viver esta premissa na prática. E é com essa consciência que sigo o meu percurso docente e formativo.


Autoavaliação

Este tema exigiu de mim compromisso, espírito crítico e uma forte capacidade de articular teoria e prática. Considero que evoluí significativamente na compreensão dos modelos de avaliação em eLearning e na capacidade de os aplicar de forma rigorosa, reflexiva e contextualizada. Aprofundei competências de análise pedagógica, planeamento avaliativo e trabalho colaborativo em ambientes digitais.

Considero que o meu desempenho nesta atividade foi bastante sólido e consistente, tanto na componente teórica como na prática. Participei de forma ativa e contribuí ativamente para o trabalho do grupo, assumindo um papel responsável e comprometido com a qualidade académica. Estou consciente de que devo continuar a evoluir e aprofundar a minha prática, sobretudo na criação de instrumentos de avaliação mais diversificados. Ainda assim, saio desta experiência com mais ferramentas, confiança e convicção para implementar práticas avaliativas que respeitem a diversidade, promovam aprendizagens significativas e estejam verdadeiramente ao serviço dos formandos. 

Termino este percurso mais preparada e convicta de que uma avaliação intencional, contextualizada e participada é condição essencial para uma pedagogia transformadora em ambientes digitais.

 


REFERÊNCIAS


Amante, L.; Oliveira, I.; Pereira, A. (2017). Cultura da Avaliação e Contextos Digitais de Aprendizagem: O modelo PrACT. In Revista Docência e Cibercultura. Vol.1, nº1. (135-150).

http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/re-doc/article/view/30912


Amante, L.; Oliveira, I. (2019). Avaliação e Feedback. Desafios Atuais. e-book,

MPV_Inovaç@o, Universidade Aberta: Lisboa 27 pp. ISBN 978-972-674-846-5

https://repositorioaberto.uab.pt/handle/10400.2/8419

 

Bearman, M.; Dawson, P.; Boud, B.; Bennett, S.; Hall, M. & Molloy.E. (2016). Support for assessment practice: developing the Assessment Design Decisions

Framework, Teaching in Higher Education.

DOI: 10.1080/13562517.2016.1160217https://shre.ink/84UN

 

Fernandes, D. (2021). Rubricas de Avaliação. Folha de apoio à formação - Projeto de Monitorização, Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica (MAIA). Ministério da Educação/Direção-Geral da Educação

https://afc.dge.mec.pt/sites/default/files/2021-12/Folha%205_Rubricas%20de%20Avalia%C3%A7%C3%A3o.pdf

 

Panadero, E., & Johnson, A. (2013). The use of scoring rubrics for formative

assessment purposes revisited: A review. Educational Research Review, 9(0),

129- 144. doi:http://dx.doi.org/10.1016/j.edurev.2013.01.002 


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